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Nômades digitais
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Os segredos do Airbnb 3 Nov 2020 4:00 AM (4 years ago)

A plataforma de aluguel de imóveis é uma aliada essencial de quem decide se tornar nômade digital

Não ter casa fixa é uma das características mais marcantes do nomadismo digital, estilo de vida de quem viaja de país em país enquanto exerce uma atividade profissional remota.

Para a maioria das pessoas, essa é uma possibilidade que parece muito distante da realidade. Afinal, somos desde cedo submetidos à noção de segurança que a “casa própria” transmite. As famílias vivem há muitas gerações dessa forma – e romper uma tradição nem sempre é fácil.

Hoje, no entanto, está bem mais fácil escapar da ideia de que é preciso criar raízes em algum lugar. O advento da Internet e a evolução da tecnologia permitem que imóveis sejam alugados em qualquer parte do mundo de forma simples e sem burocracia, com preço justo e pelo tempo que for necessário. A plataforma mais conhecida e utilizada nesse sentido é o Airbnb.

Casal Partiu, desde 2010 experenciando incríveis acomodações ao redor do mundo

Impulso humano

Antes de falar mais sobre a vida nômade, é preciso admitir que a casa fixa traz algumas vantagens. Pode ser reconfortante ter um lugar para chamar de seu, um teto para sentir-se protegido e seguro, com todos os pertences organizados de um jeito pessoal, e numa vizinhança conhecida. Para quem tem um trabalho presencial, morar perto certamente é fundamental para a qualidade de vida.

Mas essas mesmas vantagens se transformam em desvantagens com o passar do tempo. Por mais que um lar possa ser aconchegante, é inevitável que surja a sensação de tédio.

Uma das estratégias inconscientes que as pessoas costumam adotar para lidar com esse tédio é o consumismo.

Vivem, assim, comprando novidades para a casa, com a ilusão de que estão “mudando algo”.

Mas logo a sensação de novidade deixa de existir e outras aquisições precisam ser feitas para, mais uma vez, combater o tédio. Qualquer pessoa que mora numa casa fixa acaba acumulando uma montanha de coisas sem necessidade real de ter a maioria delas.

O desejo de experimentar novidades é compreensível, pois se trata de um impulso natural do ser humano. Por isso a maior parte das pessoas gosta tanto de viajar. É a oportunidade para conhecer novos lugares, hábitos, comidas, realidades.

Os nômades digitais transformam essa sensação de descoberta em algo permanente. E o fato de estarem sempre trocando de casa contribui fortemente para esse frescor.

“Sempre há algo novo e surpreendente quando chegamos a um imóvel. Um objeto, um eletrodoméstico, as soluções de decoração, características da vizinhança”, conta Vinícius Teles – que forma, ao lado de Patrícia Figueira, o Casal Partiu, referência em nomadismo digital no Brasil.

Vinícius Teles em uma das cozinhas super equipadas e completas que alugaram pela plataforma do Airbnb.

Café moído na hora

Em dez anos como nômades digitais, Patricia e Vinícius já passaram por 70 países e alugaram imóveis pelo Airbnb em mais de 100 ocasiões.

A experiência os ensinou a fazer boas escolhas, com uma margem de erro bem pequena.

“Normalmente o que encontramos ao chegar nos locais fica dentro ou acima das nossas expectativas. Raramente é pior do que imaginávamos”, diz Patricia.

Um dos aspectos que o casal faz questão de ressaltar é que se tornar nômade digital não significa abrir mão dos confortos da vida moderna. Ao contrário: os imóveis selecionados por eles na plataforma costumam ter itens de excelente qualidade – cama macia, um bom chuveiro e todos os eletrodomésticos necessários, incluindo cozinha bem equipada, aspecto essencial para preparar as refeições em casa.

Às vezes há surpresas que vão além do esperado. Um exemplo ocorreu em 2019, quando o apartamento alugado pelo casal em Brasov, na Romênia, incluía uma máquina de moer grãos de café.

“Nunca tínhamos tido essa experiência. Compramos grãos de diferentes nacionalidades e simplesmente adoramos o resultado. Moer o café na hora faz muita diferença, mas só descobrimos isso porque havia essa máquina naquele apartamento”, lembra Vinícius.

Por conta da experiência, o casal comprou a própria máquina de moer café e a incluiu no seleto grupo de objetos que carregam para todos os lugares.

Pátricia não cansa de registrar fotografias dos apartamentos onde moram.

Ganho financeiro

“A sensação de leveza e praticidade que o Airbnb proporciona é incrível”, diz Patricia.

Ela destaca como um fator muito positivo a despreocupação com a manutenção da casa, dos eletrodomésticos e de serviços como energia elétrica, gás e internet.

“Qualquer problema é só avisar o proprietário”, complementa Patrícia.

Isso proporciona uma tremenda economia de tempo e redução de custos.

Afinal, quando você mora numa casa fixa e algum cano entope ou o motor da geladeira deixa de funcionar, é você quem precisa se mobilizar para chamar os profissionais que resolverão o problema – e é você quem vai pagar por esses serviços.

Nas casas alugadas via Airbnb, esse tipo de imprevisto causa impactos bem mais leves, em todos os sentidos. Além do mais, não há impostos, seguros e taxas de condomínio a pagar. Tudo isso também fica por conta do proprietário.

Considerando-se todos os prós e contras financeiros, o Casal Partiu não hesita em afirmar que a vida nômade é mais barata que a vida fixa numa grande cidade brasileira.

Eles exemplificam com o próprio caso. Estabeleceram como teto de gastos com hospedagem o valor de R$ 3 mil mensais – e conseguem cumprir essa meta ficando em imóveis muito confortáveis, algo que só é possível pela combinação entre a experiência acumulada para fazer pesquisas no Airbnb e a capacidade de negociação com os proprietários.

“Em geral, conseguimos redução significativa no preço inicialmente pedido. Muitas vezes chegamos a 50% do valor”, diz Vinícius.

Patrícia e Vinícius desfrutam também da hospedagem para realizar o seu trabalho online da forma mais confortável possível

Aprenda a negociar!

É claro que o Airbnb não é um sistema perfeito, e por isso é fundamental saber como usá-lo bem – e desfrutar, assim, de tudo o que a plataforma proporciona de positivo.

O Casal Partiu criou um curso, o Hóspede Inteligente, justamente para ensinar a fazer as melhores escolhas no Airbnb e a utilizar técnicas de negociação que ajudam a reduzir sensivelmente os custos das locações.

“São técnicas que podem até ser aplicadas em um universo mais amplo, porque se trata principalmente de aprender a organizar e apresentar argumentos. Muitas das pessoas que passaram pelo curso relatam usos que vão além da negociação com proprietários de imóveis”, diz Vinícius.

Saiba mais sobre o Hóspede Inteligente clicando aqui!

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Minividas: como viver muitas vidas sendo nômade digital 26 Oct 2020 4:53 AM (4 years ago)

Enquanto vivem experiências significativas, os nômades digitais se tornam especialistas em lidar com a incerteza em suas minividas

Você já ouviu falar do conceito de minivida? Trata-se da ideia de que determinadas experiências são tão ricas que se transformam em “pequenas vidas” dentro da nossa trajetória.

Um dos exemplos mais claros é o cotidiano dos nômades digitais, que viajam de país em país enquanto exercem uma atividade profissional remota.

A passagem por um novo país envolve sempre um processo completo de adaptação, com início, meio e fim, repleto de desafios e aprendizados.

É preciso, em primeiro lugar, localizar-se na nova vizinhança. Depois é necessário acostumar-se aos hábitos locais, à realidade econômica, à comida, enfrentar eventuais dificuldades com o idioma, conhecer lugares interessantes, mergulhar na cultura.

Tudo isso dentro de um prazo que costuma ser de, no máximo, três meses, limite mais frequente para o visto de turismo.

Experiências intensas

Nômades digitais não são turistas clássicos, já que as viagens fazem parte da vida normal.

Nossa atividade profissional é a conexão entre os diversos lugares em que vivemos, é o fator que concede algum senso de rotina às nossas vidas”, explica Vinícius Teles – que forma, ao lado de Patrícia Figueira, o Casal Partiu, referência em nomadismo digital no Brasil.

Desde que se tornaram nômades, há dez anos, eles já experimentaram minividas em 70 diferentes países.

Um exemplo didático: no final de 2017, viveram um mês em Praga, na República Tcheca, e foram passar o Natal em Berlim com amigos. Seguiram para alguns meses em Belgrado, capital da Sérvia, e outros em Montenegro, onde moraram no litoral. Partiram dali para diferentes cidades da Croácia. Estiveram também em Bania Luka, capital de um país não reconhecido, a República Sérvia da Bósnia.

“Tudo isso aconteceu dentro de um mesmo ano. Mas as experiências em cada um desses lugares foram tão intensas e novas que configuraram várias minividas”, diz Vinícius.

Minividas, Casal Partiu
Casal Partiu, primeiro casal de nômades digitais Brasileiros

Tudo passa, o bom e o ruim

Um dos efeitos dessa soma de vivências é a maior capacidade para lidar com imprevistos.

“Nós certamente nos tornamos mais resilientes e abertos aos altos e baixos normais da vida”, avalia Patricia.

Um exemplo prático são os locais em que o casal fica hospedado ao redor do mundo, normalmente alugados via airbnb. Por mais que tentem obter o máximo de informações prévias, é só mesmo quando chegam ao local que eles têm noção exata das condições reais das instalações e da localização.

Ao longo de todos esses anos, já tivemos surpresas boas e outras negativas. O essencial é ter em mente que são situações transitórias. Se está bom, desfrutamos ao máximo. Se não está tão bom, temos que lidar com isso e esperar que fique melhor na próxima experiência”, diz Patricia.

A ilusão da estabilidade

A vida convencional não proporciona esse mesmo nível de flexibilidade. Pode-se estar morando num lugar incrível, mas, se começa a obra de um prédio bem ao lado ou se chega um novo vizinho com três cachorros que não param de latir, será preciso conviver com o problema por um longo período.

Há muitos aspectos da vida que simplesmente não são controláveis. Surpresas e imprevistos são inevitáveis. Isso faz com que a busca por “estabilidade” e “segurança” frequentemente se torne frustrante.

Ainda assim, a sociedade condiciona as pessoas a ter como objetivo de vida a conquista de um bom emprego e o acúmulo de patrimônio.

Tudo isso para só desfrutar a vida de verdade quando a aposentadoria chegar.

Liberdade tardia

O pensamento baseado em “estabilidade” e “segurança” já é apresentado a jovens de 17 anos, que muitas vezes escolhem a futura profissão com base na perspectiva de renda que supostamente terão. Sem falar naqueles que estabelecem, como projeto de vida, passar num concurso público.

Mas, quem garante que esse script será seguido tão à risca? Há uma imensidão de aspectos que podem não sair como esperado ao longo do caminho.

Por que não “curtir a vida” desde sempre, enquanto se trabalha?

Por que continuar enxergando o trabalho como um fardo, uma missão à qual se dedica três ou quatro décadas, para só depois obter o direito de ser livre?

Vinícius Teles, minividas
Vinícius Teles, nômade digital desde 2010

O colorido da vida

Na vida convencional, as pessoas definem, como ponto de chegada, ter uma aposentadoria “tranquila”. Em outras palavras: alcançar uma situação financeira confortável – como se isso, por si só, fosse sinônimo de felicidade.

É uma visão que tenta “eliminar” tudo o que pode acontecer de imprevisível ao longo do caminho. Quanto mais as coisas transcorrerem dentro do planejado, mais a sociedade colará o rótulo de “sucesso” nessa trajetória.

Mas, e a própria pessoa, como se sentirá diante da percepção de que não desfrutou a vida como poderia?

Que apenas cumpriu um roteiro para ter o direito a um prêmio, “desfrutar a aposentadoria”?

E aqueles casos em que a pessoa se dedica tanto que cumpre os objetivos bem antes da aposentadoria? Quem chega aos 45 anos com um bom patrimônio e os filhos praticamente criados, faz o que a partir daí?

Continua apenas “cumprindo tabela” no trabalho, para assegurar a renda que manterá essa vida confortável e segura?

E como fica o espírito de aventura e de descoberta, que dá tanto colorido à vida?

Valorize o percurso

A maior parte das pessoas dedicam ao trabalho o melhor período da vida, em que estão plenas em energia e saúde.

Depois, quando “se livram” disso, podem não ter a mesma disposição para viajar, podem não ter a companhia de quem gostariam de ter, podem não estar na situação financeira que imaginavam estar.

A vida convencional é como a de um alpinista que estabelece como projeto de vida alcançar o topo de uma determinada montanha. Quando ele finalmente chega lá, fica em êxtase por cinco minutos e depois sente um grande vazio.

Esse alpinista provavelmente perceberá que sua grande motivação e seu verdadeiro prazer estavam em fazer o planejamento necessário e superar as dificuldades que surgiam pelo caminho. Ou seja, a grande vivência foi o percurso, e não a chegada.

Assim tem sido a vida convencional de muita gente: valoriza-se a chegada – uma aposentadoria tranquila e segura – e diminui-se a importância do percurso.

Muitas pessoas só se dão conta que deveriam ter valorizado mais o percurso quando já é tarde demais.

Quando chegam ao topo da montanha e sentem um vazio, ou, pior ainda, quando percebem que ficaram pelo caminho, sem chegar aonde sempre sonharam e sem ter valorizado devidamente o percurso.

Minividas, Patricia Figueira
Patrícia Figueira, nômade digital desde 2010

Sem medo do futuro

Já o nomadismo digital parte de um conceito muito diferente. Também há um objetivo, mas esse objetivo não é acumular patrimônio, e sim experiências significativas.

A meta não está no futuro, e sim no presente: é ter a sensação de estar desfrutando o máximo possível da vida. O mais importante não é o destino, e sim o que se vive pelo caminho.

Isso contribui para lidar melhor com o receio de que as coisas possam não sair exatamente conforme o planejado.

“Você já vai cumprindo o seu objetivo de vida enquanto vive, e isso faz toda a diferença para perder o medo do futuro, para diminuir o risco de constatar lá na frente que não foi tão feliz quanto poderia”, observa Vinícius.

Comece a sua história!

Por que não adotar um estilo de vida em que trabalho e lazer caminham juntos, sem fronteiras rígidas?

Uma forma de viver em que experiências marcantes estão integradas à rotina, em vez de se limitarem a ocasiões especiais no final do ano ou eventuais feriadões?

É isso que o nomadismo proporciona, além de funcionar como um “treino” para as surpresas da vida.

“Buscar soluções e novos caminhos faz parte do nosso dia a dia. Isso certamente tem grande influência também sobre a nossa criatividade e o nosso desempenho profissional. Não trabalhamos com a perspectiva de aposentadoria, e sim com a ideia de reinvenção constante”, descreve Vinícius.

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital. Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

livro - nômade digital - minividas

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Que trabalhos podem ser feitos por um nômade digital? 19 Oct 2020 3:53 AM (4 years ago)

Para realizar o sonho de viver de país em país é preciso ter um trabalho que possa ser executado em qualquer lugar. Será que criar essa alternativa é mesmo tão difícil quanto parece?

Nomadismo digital é o estilo de vida em que as pessoas deixam de ter residência fixa e passam a morar de país em país, enquanto exercem uma atividade profissional online.

É o sonho de muita gente. Só que boa parte dessas pessoas desanimam diante de um suposto obstáculo: “minha atividade profissional não pode ser exercida de forma remota”. 

Vamos demonstrar neste artigo que, na maioria dos casos, isso não é verdade. E, ainda que seja, sempre há a alternativa de realizar uma transição de carreira e iniciar uma nova atividade. Afinal, quais são os trabalhos de um nômade digital?

Equipe pelo mundo

Comecemos com o exemplo de quem entende muito de nomadismo digital: o Casal Partiu, formado por Vinícius Teles e Patricia Figueira.

Desde que decidiram iniciar a trajetória como nômades digitais, há dez anos, o casal já viveu em 70 países. Hoje, ambos se dedicam às atividades da escola digital que criaram justamente para ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo.

O projeto envolve mais sete profissionais, todos trabalhando de forma remota.

A equipe ajuda a cuidar da produção e da disseminação do conteúdo, do atendimento aos clientes e dos contatos comerciais, enquanto Vinícius estrutura as aulas e Patricia cuida da parte administrativa.

“O mais curioso é que, salvo uma ou outra exceção, as nove pessoas que compõem a equipe nunca se encontraram ao vivo, conta Vinícius.

Parte delas vivem como nômades digitais e estão sempre em trânsito, enquanto a outra parte mora em diferentes lugares.”

Casal Partiu, Nômades digitais desde 2010, concedendo uma entrevista à um canal de televisão brasileiro, sobre a vida nômade e o trabalho que executam remotamente.

Parceiros certos

A estrutura criada pelo Casal Partiu exemplifica as muitas oportunidades de trabalho remoto que surgiram nos últimos anos, graças à tecnologia.

Pode-se dizer, de forma geral, que qualquer trabalho de caráter intelectual, predominantemente realizado diante de um computador, tem potencial para se tornar remoto.

O desafio é encontrar os parceiros certos para viabilizar esse projeto.

As atividades mais diretamente relacionadas à tecnologia são naturalmente propensas ao trabalho remoto, pois já nasceram no ambiente digital.

Isso não quer dizer, contudo, que profissões tradicionais, como contabilidade, direito, administração, arquitetura, entre tantas outras, não possam ser convertidas para o online com base na formação e na experiência que as pessoas já carregam.

Resistência rompida

Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) em julho de 2020 concluiu que 22,7% de todos os empregos atuais no Brasil já poderiam ser inteiramente realizados de forma remota.

Em alguns setores, o percentual é bem maior. Dos cargos ocupados por profissionais das ciências, 65% já estão em plenas condições de serem exercidos à distância, assim como 61% dos cargos de direção e gerência e 41% das funções de apoio administrativo.

A pandemia impulsionou o trabalho remoto e pôs fim à resistência que muitas empresas mantinham em relação à ideia.

Era uma resistência que não se justificava por questões tecnológicas, pois já faz algum tempo que temos as ferramentas necessárias para realizar um bom trabalho mesmo sem estarmos fisicamente presentes num determinado local.

Foi apenas durante a pandemia, entretanto, que muita gente tomou conhecimento da existência de várias alternativas para realizar reuniões online, por exemplo.

Casal Partiu, Vinícius Teles e Patrícia Figueira. Trabalhando de forma remota enquanto viajam.

Pontualidade e produtividade

As empresas também tinham o receio de que o trabalho longe do controle “miúdo” dos chefes pudesse resultar em queda de produtividade. De forma geral, não foi isso que se verificou durante a pandemia.

Ao contrário, a maior parte dos profissionais se sentiram mais produtivos, mesmo porque há uma razão objetiva para isso: o tempo economizado com deslocamentos.

Numa cidade como São Paulo, esse tempo pode chegar facilmente a 15 horas por semana.

Outro fator positivo é que, nas reuniões online, atrasos deixaram de ser tolerados, o que faz com que todos os envolvidos ganhem tempo. Nos encontros presenciais, o trânsito havia se tornado uma justificativa clássica.

Disseminação do online

A resistência que o trabalho remoto encontrava antes da pandemia era normal e esperada, já que os costumes costumam avançar mais lentamente que a tecnologia.

Nesse sentido, a pandemia ajudou muito quem tem planos de se tornar nômade digital, ao dar um empurrãozinho nos costumes rumo ao futuro.

A consultoria Mercer ouviu 253 empresas de médio e grande porte atuantes em várias regiões do país e concluiu que 85% delas estão decididas a manter a prática de home office em patamares superiores ao período anterior à pandemia.

A pesquisa chegou também à conclusão que 44% dos funcionários dessas empresas já poderiam atuar hoje em trabalho remoto, considerando-se a natureza de suas atividades. São profissionais dos setores administrativo, financeiro, recursos humanos, jurídico, comercial e atendimento ao cliente, entre outros.

Abra negociações

Em certos tipos de empresa – como as de alta tecnologia, serviços, bancos e seguros –, até mesmo boa parte das atividades tidas como operacionais (comparáveis às linhas de montagem de uma fábrica) já poderiam ser transferidas para home office.

Levando em conta tudo isso, conclui-se que criar imediatamente uma alternativa de trabalho remoto pode depender apenas de negociações com o atual empregador ou da prospecção dentro da rede de contatos.

É grande a chance de encontrar quem esteja disposto a fazer contratações para o regime de trabalho remoto – seja com carteira assinada, seja para a prestação de serviços como autônomo.

Reinvenção é o caminho

A maior dificuldade da transição para o trabalho digital está com as pessoas que exercem trabalhos essencialmente manuais ou físicos. Ainda assim, em grande parte das profissões, é possível se reinventar dentro do mesmo campo de atuação.

Quem não quer depender de um empregador, e sim da própria iniciativa empreendedora, pode criar um e-commerce, com venda de produtos físicos ou digitais, a exemplo de cursos e e-books.

Há vários outros tipos de negócios online. Um bartender, que preparava drinques, pode criar cursos para ensinar as pessoas a exercer a profissão, por exemplo. O trabalho continua próximo do que era, mas com outra natureza. A mesma lógica pode ser aplicada a um jardineiro que passa a ensinar jardinagem.

Advogados com atividades essencialmente presenciais, como ir ao fórum e comparecer a audiências, podem derivar para nichos que permitem o trabalho a distância, como a preparação e a análise de contratos.

Trabalhos remotos para um nômade digital
Vinícius Teles já guiou inúmeros alunos em busca de desenvolver um trabalho remoto para viver como nômade digital.

Modelos híbridos

É possível, também, criar formatos híbridos, que se adaptam a determinadas necessidades. Um bom exemplo é Patricia, do Casal Partiu.

Quando ela e Vinícius decidiram de tornar nômades digitais, Patricia era fotógrafa de casamentos. Um trabalho que, claro, precisava ser executado presencialmente.

Só que, além da presença no casamento, havia uma grande carga de tarefas que podiam ser realizadas em qualquer lugar: tratamento e edição das fotos, montagem dos álbuns e prospecção de novos clientes.

A solução encontrada nos primeiros anos como nômades digitais foi dividir o ano em duas partes: quatro meses no Brasil, período em que Patrícia agendava uma série de casamentos, e oito meses viajando pelo mundo, ao longo dos quais ela realizava as demais tarefas.

Quando as atividades online do Casal Partiu se consolidaram, Patrícia pôde deixar o trabalho como fotógrafa, que foi fundamental para assegurar apoio financeiro nos primeiros tempos como nômades digitais.

Comece a sua história!

Por que não adotar um estilo de vida em que trabalho e lazer caminham juntos, sem fronteiras rígidas?

Uma forma de viver em que experiências marcantes estão integradas à rotina, em vez de se limitarem a ocasiões especiais no final do ano ou eventuais feriadões?

É isso que o nomadismo proporciona, além de funcionar como um “treino” para as surpresas da vida.

“Buscar soluções e novos caminhos faz parte do nosso dia a dia. Isso certamente tem grande influência também sobre a nossa criatividade e o nosso desempenho profissional. Não trabalhamos com a perspectiva de aposentadoria, e sim com a ideia de reinvenção constante”, descreve Vinícius.

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

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A transição de carreira pode ser o seu passaporte para o mundo 12 Oct 2020 4:26 AM (4 years ago)

O principal requisito para virar nômade digital é ter um trabalho que possa ser exercido onde quer que você esteja. Como a transição de carreira pode ser o seu passaporte para o mundo? 

Perto de completar 50 anos, Mônica sente-se um tanto frustrada ao olhar para a vida que teve até agora – embora muita gente possa classificar essa vida como “perfeita”.

Ela encontrou um grande companheiro, Eduardo. Ambos são funcionários públicos. A estabilidade da carreira possibilitou dar todo o conforto aos dois filhos e levou o casal a conquistas materiais, como a casa própria.

A frustração de Mônica é por conta de um sonho ainda não realizado: ela sempre quis conhecer o mundo e ter a experiência de morar fora do Brasil, mas até agora só conseguiu fazer algumas viagens internacionais rápidas.

Nunca foi fácil sincronizar os planos de viagem aos períodos de férias do marido e dos filhos. Além do mais, nem sempre sobrava dinheiro no orçamento doméstico, sobrecarregado de contas.

Agora, com os filhos independentes e uma situação financeira um pouco mais confortável, Mônica está muito insatisfeita com a realidade de quem tem um emprego convencional: esperar onze meses para ter direito a apenas um mês de férias.

Nomadismo digital e a transição de carreira

Ela conversou com o marido e os dois decidiram que vão mudar completamente de vida. Definiram um prazo de dois anos para se tornarem nômades digitais.

Trata-se do estilo de vida em que as pessoas deixam de ter residência fixa e passam a morar de país em país, enquanto exercem uma atividade profissional que pode ser realizada de qualquer lugar.

Nômades digitais costumam alugar imóveis em plataformas como o Airbnb e permanecem em cada país dentro do prazo permitido pelo visto de turismo, que costuma ser de três meses.

transição de carreira
Para uma transição de carreira bem sucedida é necessário primeiramente planejamento.

Enquanto a vida passa

Os dois anos de planejamento são necessários porque não se trata de um rompimento simples. Tanto Mônica quanto Eduardo estão há mais de 20 anos em seus respectivos empregos.

Eles se sentem presos a “algemas de ouro”. O termo se refere a uma condição profissional que proporciona tamanha segurança e estabilidade que a pessoa se sente presa, refém de um emprego que é considerado “bom demais” para ser abandonado.

Ambos foram influenciados pelo paradigma de sucesso imposto à geração deles. A meta era conquistar o quanto antes um trabalho “seguro”, com carteira assinada, de preferência público. Daí em diante, bastaria cumprir o roteiro e esperar a aposentadoria para curtir a vida.

casal partiu blog, transição de carreira
É necessário coragem para que a transição aconteça, mas quando acontece…

Coragem pra mudar

Assim como Eduardo e Mônica, muita gente segue à risca esse modelo. O problema é ter que dar em troca os dois bens mais preciosos que uma pessoa pode ter: liberdade e tempo.

Hoje, a questão que se coloca é: será mesmo necessário esperar pela aposentadoria para “curtir a vida”? Por que não fazer isso desde sempre, reunindo trabalho e prazer no mesmo cotidiano?

A realidade pode ser diferente, graças ao surgimento de muitas oportunidades de trabalho remoto. O que ainda falta, em boa parte dos casos, é simplesmente coragem para mudar.

Até mesmo quem tem filhos pode adotar o nomadismo digital.

O home schooling, prática em que o ensino fica a cargo dos pais ou responsáveis, é comum em várias partes do mundo. Há cursos e amplo material de apoio, com custos que chegam a ser dez vezes menores que os das mensalidades em escolas privadas no Brasil.

Arrependimento gigante

No caso de Mônica e Eduardo, o empurrão decisivo rumo ao nomadismo foi dado pela reforma previdenciária.

Os quatro anos que faltavam para a aposentadoria dela se transformaram em 12 anos. Ele também se viu em situação semelhante.

Assim como o casal, milhões de brasileiros estão se dando conta que a aposentadoria vai demorar mais para chegar e que a remuneração será menor do que a imaginada. Ou seja: o futuro não será tão seguro e confortável como prometido.

A maioria das pessoas só percebe que não aproveitou a vida como poderia quando já é tarde demais.

“Isso leva a um processo gigantesco de arrependimento”, alerta Vinícius Teles – que forma, ao lado de Patricia Figueira, o Casal Partiu, referência do nomadismo digital no Brasil, com passagem por mais de 70 países nos últimos dez anos.

Patrícia Figueira do Casal Partiu, fez sua transição de carreira, da fotografia de casamentos para o nomadismo digital

Conta que não fecha

A própria Patricia é um ótimo exemplo de quem teve coragem para evitar o arrependimento futuro.

Ela era uma profissional reconhecida de Tecnologia da Informação quando decidiu se dedicar a uma nova carreira, a de fotógrafa de casamentos. Cresceu a tal ponto na atividade que passou a ganhar mais dinheiro do que antes.

Nova reinvenção foi necessária quando o casal se decidiu pelo nomadismo digital. Patricia continuou por algum tempo cumprindo uma agenda de casamentos nos períodos em que voltava ao Brasil, mas com o tempo passou a se dedicar inteiramente aos produtos do Casal Partiu.

Ela conta que transições de carreira sempre envolvem o medo do recomeço, o receio de “desperdiçar” tudo o que já foi aprendido e construído até então. “Mas, na verdade, a gente nunca parte do zero: as experiências anteriores sempre são úteis e ajudam a construir o novo caminho.”

Um dos aspectos mais cruéis de passar muitos anos trabalhando em algo que nem se aprecia tanto, mas paga as contas, é consumir nisso o período mais produtivo da vida, quando se está no auge da disposição e da saúde.

Comece a sua história!

Para quem toma a decisão de se tornar nômade digital, o maior desafio é desenvolver atividades profissionais que possam ser exercidas remotamente.

O melhor caminho é buscar informações e inspiração com quem já enfrentou esse mesmo desafio e sabe como fazer.

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

livro - nômade digital

Pareceu familiar?

Esta reportagem foi inspirada em várias pessoas que já passaram pelo Desafio Nômade. Uma das angústias mais comuns relatadas pelos participantes é justamente a de se sentir preso a “algemas de ouro”, como se não houvesse alternativa além de contar os dias para a aposentadoria.

Fãs da Música Brasileira devem ter desconfiado que os nomes dos personagens são uma homenagem a uma das canções mais conhecidas do Legião Urbana, “Eduardo e Mônica”.

A canção descreve o encontro de Mônica, uma jovem cheia de sonhos e com interesses diversificados – fazia Medicina, falava alemão, gostava de cinema e de poesia – com Eduardo, um rapaz bem mais pacato.

“Mesmo com tudo diferente”, eles ficaram juntos e seguiram o modelo de sucesso predominante na década de 1980, época do lançamento da canção: “construíram uma casa, batalharam grana, seguraram legal a barra mais pesada que tiveram”.

A canção deixa implícito que viajar se tornou um sonho sempre adiado para o casal – seja por falta de dinheiro, seja pelas complicações da vida, como indica um dos trechos: “Nessas férias, não vão viajar, porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação”.

Se o casal de amigos que inspirou Renato Russo a compor a canção estivesse começando a vida hoje, será que repetiriam a fórmula aprendida com os pais ou se tornariam nômades digitais?

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Como lidar com a saudade 5 Oct 2020 3:50 AM (4 years ago)

Quando partem para suas viagens pelo mundo, nômades digitais se afastam fisicamente das pessoas queridas. Como lidar com a saudade?

A sensação de estar “abandonando” familiares e amigos é um dos obstáculos mais comuns para quem hesita em realizar o sonho de virar nômade digital – viajar pelo mundo enquanto exerce uma atividade profissional que pode ser executada de qualquer lugar.

Mas, será que isso é mesmo um problema? Talvez nem tanto.

A experiência de quem já pratica o nomadismo digital demonstra que as relações pessoais tendem a ficar até melhores do que antes.

Entre os vários aspectos que precisam ser levados em conta nessa análise, o principal é repensar o próprio conceito de distância. Afinal, a mesma tecnologia que possibilita a realização de vários tipos de trabalho remoto permite também a comunicação com as pessoas queridas a qualquer momento, e sem custos. 

Hoje, mais do que nunca, sentir-se distante é relativo. Não se trata de um aspecto meramente geográfico.

A pandemia de covid-19 ajudou a demonstrar o quanto é possível estar próximo mesmo sem o abraço, sem o toque físico.

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Patricia Figueira já lida com a saudade desde 2010, quando se tornou Nômade Digital.

O sabor do reencontro

Além do mais, quantas vezes vemos pessoas tão inseridas num determinado cotidiano, tão mergulhadas na rotina, tão condicionadas a compromissos meramente protocolares, que acabam se sentindo distantes mesmo quando estão fisicamente próximas

No caso de quem passa a maior parte do tempo viajando, os reencontros com familiares e amigos tornam-se sempre especiais, ganham um sabor diferente. 

“Há muitas percepções e sensações relacionadas a familiares e amigos que só ocorrem quando a gente se distancia”, observa Vinícius Teles – que forma, ao lado de Patricia Figueira, o Casal Partiu, referência do nomadismo digital no Brasil, com passagem por mais de 70 países nos últimos dez anos.

“Não por acaso, viajar é sinônimo de autoconhecimento, de conexão consigo mesmo”, completa Patricia.

Vida tribal

Uma dessa percepções, exemplifica Vinícius, diz respeito ao jeito de ser extremamente gregário dos brasileiros.

Desde cedo nos acostumamos a viver em grupos – primeiro na família, depois na escola, na faculdade, no ambiente de trabalho, nas associações profissionais, na igreja, no partido político.

“Despertamos mais profundamente para essa análise depois que conhecemos um argentino numa praça de Rosario, onde estávamos morando logo no início da nossa trajetória como nômades”, lembra Vinícius.

Ao perceber que o casal falava português, o rapaz se apresentou, contando que no verão sempre passava algum tempo em Santa Catarina para trabalhar como barbeiro. 

“Quando falamos sobre as diferenças entre brasileiros e argentinos, ele disse que a maior de todas era o caráter ‘tribal’ dos brasileiros”, descreve Vinícius.

Privacidade e individualidade

O rapaz argentino contou que, nas barbearias brasileiras em que costumava trabalhar, todos saíam sempre junto para almoçar, num mesmo restaurante. As pessoas se sentiam constrangidas se deixassem de chamar alguém da equipe para ir junto, da mesma forma que as pessoas se sentiam constrangidas em recusar o convite.

Quando a dona de uma das barbearias organizou uma festa de aniversário para o filho, sentiu-se na obrigação de convidar toda a equipe, mesmo não tendo relacionamento próximo com a maioria.

“Aqui na Argentina é muito diferente. Na hora do almoço, ou no final do expediente, cada um segue para o seu lugar, justamente por ser a oportunidade de respirar um pouco de privacidade e de individualidade”, observou o rapaz.

Daí em diante, Patricia e Vinícius foram percebendo, ao longo das viagens, como esse comportamento dos brasileiros é, de fato, exagerado em relação ao que ocorre no resto do mundo. 

“Nos outros países, em geral, o nível de autonomia costuma ser bem maior que no Brasil. Não é à toa que em muitos lugares espera-se que o jovem saia da casa dos pais aos 18 anos e vá fazer a sua vida”, observa Patricia.

Casal Partiu - Nomades Digitais
O Casal Partiu é primeiro casal do Brasil de Nômades Digitais

Desculpa perfeita

Abrir mão da proteção dos grupos, do conforto representado pelo convívio com ambientes conhecidos e dominados, é, ao mesmo tempo, um ônus e um bônus para quem se lança ao nomadismo digital.

Para compensar a sensação de estar “desprotegido” no mundo, desfruta-se de liberdade e de autonomia em níveis até então desconhecidos – especialmente para os brasileiros, que, em geral, são acostumados desde cedo a ter a individualidade suprimida.

Para muita gente, pode ser até o marco inicial da vida adulta plena. Afinal, estar sempre ligado a grupos tem um preço: o da conformidade. É preciso permanecer submetido às expectativas e regras sociais da família, dos amigos, dos colegas, do condomínio, da empresa. 

“O nomadismo oferece a desculpa perfeita para não comparecer àquela festa de aniversário do sobrinho do amigo do cunhado: você está do outro lado do planeta”, brinca Vinícius.

Ato de rebeldia

Já que estamos falando da relação com parentes e amigos, os nômades digitais experientes têm um alerta a fazer para quem está planejando adotar o nomadismo: é quase certo que as pessoas mais próximas demonstrarão resistência à ideia. 

Isso porque o projeto é muitas vezes interpretado como um ato de “rebeldia” – e, de certa forma, é mesmo, considerando-se o rompimento com as expectativas determinadas pelos padrões sociais

Por conta da provável resistência, a recomendação do Casal Partiu é de que os primeiros passos para o nomadismo sejam dados em silêncio. A falta de incentivo das pessoas próximas poderá ser especialmente cruel para pessoas que tendem a valorizar demais a opinião dos outros.

Vida que segue

Essa mesma resistência pode se manifestar de outras formas, mesmo para quem já está em plena prática do nomadismo digital. 

Muitos nômades digitais relatam um certo desinteresse dos familiares e amigos pelas histórias acumuladas ao redor do mundo. Tanto nas interações virtuais quanto nos reencontros ao vivo, costuma haver uma preocupação maior dessas pessoas em relatar o que está acontecendo com quem ficou do que em demonstrar disponibilidade para ouvir os relatos de quem partiu.

“Isso é muito comum, tanto com base na nossa experiência quanto na de muitos outros nômades digitais com os quais trocamos impressões. Difícil entender a explicação, mas provavelmente é pelo fato de que estamos fazendo algo fora dos padrões, o que provoca certo desconforto na maioria das pessoas”, conta Patricia

Com o passar do tempo, o Casal Partiu passou a elaborar a questão da seguinte forma: essa postura de parentes e amigos não significa que há menos afeto na relação. “Se perguntam, respondemos. Se não, tudo bem. Vida que segue”, diz Vinícius.

Casal Partiu - Como lidar com a saudade
Patricia Figueira, desfrutando um café e a vida que segue

Imagem não é tudo

O desinteresse descrito por Patricia e Vinícius pode estar relacionado ao descompasso natural entre os aspectos mais valorizados em cada estilo de vida.

Para os nômades digitais, as experiências são o grande atrativo.

Já para quem leva uma vida “fixa” num determinado lugar, as prioridades costumam ser mais claramente as impostas pela sociedade – obter promoções no trabalho, acumular patrimônio, adquirir bens vistos como símbolos de sucesso, a exemplo de imóveis, carros e roupas caras

Sem maiores laços sociais nos lugares por onde passam, os nômades digitais não sentem a necessidade de se vestir de determinada forma ou de ter um modelo de carro para impressionar.

“A gente deixa de se preocupar com o que os outros vão pensar. Isso é muito libertador”, observa Vinícius.

Um mundo de possibilidades

Ajuda muito o fato de que, em geral, os nômades passam não mais do que três meses em cada país – limite normalmente concedido para o visto de turismo.

Trata-se do meio termo perfeito para ter uma imersão rica, sem, no entanto, ser condicionado pelos parâmetros locais de comportamento. 

É um prazo suficiente, também, para conhecer pessoas interessantes, que podem ser relações transitórias ou entrar para o circuito de amizades duradouras.

O Casal Partiu acumula alguns casos assim ao longo da década como nômades digitais.

Uma estratégia para conhecer pessoas é participar de encontros organizados com frequência em vários lugares do mundo por plataformas relacionadas à vida nômade, a exemplo da CouchSurfing, de oferta de hospedagem, e da Workaway, de voluntariado.  

A própria vida nômade é um tema que costuma aproximar pessoas interessadas em viagens e em conhecer diferentes culturas. Outras afinidades podem surgir por conta de assuntos mais específicos. 

Um exemplo é o casal Oregano Zen, formado por Rocío Quiroga e Wagner Adornetti, nômades há quase dois anos. Eles são adeptos do vegetarianismo e do veganismo, filosofias que frequentemente os vinculam a outras pessoas durante as viagens.

Comece a sua história!

Depois de ter lido este artigo, é provável que você já não sinta a mesma culpa diante da perspectiva de virar nômade digital.

Que tal saber mais sobre os passos em direção ao nomadismo, recebendo orientação de quem já passou por tudo isso e sabe como fazer?

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

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Minimalismo para uma vida mais leve 28 Sep 2020 4:24 AM (4 years ago)

Além da oportunidade de viajar pelo mundo, o minimalismo elimina os transtornos causados pela ideia de posse

Você já ouviu falar do nomadismo digital e achou encantadora a ideia de viver viajando de país em país? Agora precisa entender quais são os próximos passos para transformar esse sonho em realidade.

Um requisito essencial é desenvolver uma atividade profissional que possa ser realizada remotamente.

Se você já tem um trabalho assim, está um passo à frente, mas ainda há muitas outras coisas a resolver. Afinal, tornar-se nômade digital não é algo que se viabiliza da noite para o dia.

Uma das maiores dificuldades costuma estar na relação com as posses e os bens que acumulamos ao longo da vida. Desfazer-se de tudo não é simples, tanto do ponto de vista prático quanto emocional.

Engrenagem do cotidiano

Viver apenas com o essencial é extremamente libertador. Esse é um dos grandes benefícios do nômadismo digital.

A sensação de liberdade decorre não apenas da perspectiva de morar em diferentes lugares ao longo do ano, mas também pela oportunidade de se livrar de muitas preocupações da vida convencional.

São preocupações que ocupam a nossa mente, o nosso tempo e consomem o nosso dinheiro. E muitas vezes estamos tão envolvidos na engrenagem do cotidiano que sequer nos damos conta de tudo isso.

Vinícius Teles, Casal Patiu, minimalismo
Vinícius Teles, Nômade Digital desde 2010

Peso excessivo

Grande parte dessas preocupações estão diretamente ligadas à ideia de posse. Ter uma casa significa se preocupar o tempo todo com a manutenção da fiação e do encanamento e com os serviços de energia elétrica, água, gás, internet, TV a cabo.

Há ainda os eletrodomésticos que estão sempre deixando de funcionar e precisando ser consertados ou trocados, os seguros que devem ser feitos e renovados, os impostos que precisam ser pagos.

O mesmo acontece quando se tem um carro. É preciso cuidar da manutenção, dos impostos e do seguro.

Imagine agora se livrar de todas essas preocupações.

Sair pelo mundo só com o essencial, sem posses que exigem manutenção, conserto, impostos, seguros. Sentir-se leve como um balão que se livra do peso excessivo e pode voar livremente para qualquer lugar.

É só fazer as malas

Como precisam carregar apenas o essencial, nômades digitais são guiados pelos preceitos do minimalismo: reduzir ao mínimo o emprego de recursos. Tudo o que não é essencial se torna dispensável.

Isso não significa abrir mão dos confortos da vida moderna. Afinal, ser nômade digital não é fazer um “mochilão” pelo mundo.

Quer dizer apenas que tudo aquilo que proporciona conforto não precisa mais ser comprado, não precisa virar posse definitiva. Pode ser simplesmente alugado, para uso por um determinado período, num determinado lugar.

Esse é o princípio de plataformas de locação de imóveis como o Airbnb, utilizadas pelos nômades digitais para decidir onde passarão o próximo período.

O surgimento dessas plataformas viabilizou de vez o estilo de vida nômade, pois permite agilidade e facilidade para alugar imóveis, sem burocracias como fiadores, multas e tempo mínimo de contrato.

Outra vantagem é que incomodações típicas da vida em sociedade, a exemplo de um vizinho inconveniente ou de obras barulhentas num apartamento próximo, tornam-se transitórias.

Não é preciso esperar as obras acabarem ou praticar exercícios diários de paciência com o vizinho: basta fazer as malas e partir para o próximo destino.

minimalismo
Vinícius, em um dos apartamentos que alugaram pelo Airbnb,

Chateação terceirizada

O valor pago por imóveis do Airbnb inclui todos os eletrodomésticos, móveis e serviços de uma casa. Tudo o que proporciona conforto

Para as pessoas que levam uma vida convencional, ter esses confortos à disposição envolve também uma boa dose de chateação, tempo perdido e gastos inesperados. 

Já os nômades digitais desfrutam apenas do lado bom do conforto.

Ter banho quente não inclui o risco de precisar sair a qualquer momento à procura de um encanador caso ocorra algum problema, ter geladeira não significa se ver diante de um enorme gasto se o motor pifar, ter wifi não exige gastar horas ao telefone tentando resolver uma queda de sinal. Em todas essas situações, basta avisar o locador.

Mudança de mentalidade

Nem todo mundo enxerga essas vantagens com muita clareza. Isso porque a cultura do acúmulo de bens está arraigada na nossa sociedade

Vejamos o exemplo do Casal Partiu, Patrícia Figueira e Vinícius Teles. Referências em nomadismo digital no Brasil, eles já viveram em mais de 70 países nos últimos dez anos.

Hoje, o casal viaja pelo mundo com malas leves – que contêm, basicamente, roupas para dez dias (pois nesse período eles certamente terão uma máquina de lavar à disposição) e os equipamentos necessários para exercer as atividades profissionais (computadores, câmera, telefones, kit de iluminação).

Nem sempre foi assim, entretanto.

Quando tomaram a decisão de deixar o apartamento amplo e muito bem montado que tinham em Niterói (RJ), Vinícius e Patrícia precisaram de um bom tempo para se desfazer de tudo o que haviam acumulado.

Minimalismo, blog Casal Partiu
Patrícia Figueira, no Irã. Desfrutando das experiências que a vida nômade proporciona.

O essencial é quase nada

“Nesse processo, percebemos o quanto havia de coisas guardadas na nossa casa que não usávamos mais ou sequer lembrávamos que existiam”, descreve Patrícia.

O casal criou um leilão digital para arrecadar o máximo possível com os objetos que tinham valor comercial, reforço importante para a reserva inicial da vida de nômade digital.

Muitos outros bens foram destinados a doações. 

Nesse meio tempo, era preciso tomar uma decisão delicada: que objetos o casal precisaria ou gostaria de guardar, por questões práticas ou afetivas?

A seleção incluiu documentos, fotos e algumas roupas e sapatos, guardados em caixas que o casal deixou nas casas dos pais. 

Cada vez que Patrícia e Vinícius voltavam ao Brasil para rever familiares e amigos, no entanto, reviam o que estava guardado e decidiam se desfazer de uma parte. “Fomos percebendo que o essencial, essencial mesmo, é quase nada”, diz Vinícius.

Ter ou desfrutar?

Vinícius lembra até hoje da indescritível sensação de leveza ao chegar no primeiro destino como nômades – Bariloche, na Argentina, onde o casal ficou por dois meses.

“Eu não lembrava de ter sentido algo parecido na minha vida de adulto. Não havia mais um monte de contas a pagar, nem um monte de coisas do cotidiano com que me preocupar.” 

Mais importante que tudo isso, era a percepção de que não havia mais nada que prendesse o casal a lugar algum. 

Ao analisar a experiência acumulada desde então, Vinícius conta que foi ficando cada vez mais claro o quanto não faz sentido, no mundo de hoje, possuir bens e objetos.

“Vivemos numa realidade de abundância de bens materiais e de recursos tecnológicos, incluindo as múltiplas oportunidades para trabalhar online”, ele avalia.

“Ficar preocupado em ter coisas quando podemos apenas desfrutar das coisas é contraprodutivo, em todos os aspectos, inclusive financeiro.”

Nem sempre é fácil se convencer disso, por conta da forte influência cultural relacionada à importância de “acumular patrimônio”.

“Muitas pessoas ainda querem ter uma casa e um carro porque veem nisso uma ideia de segurança e uma imagem de sucesso na vida, mas isso deixou de fazer sentido”, considera Vinícius.

Casal Partiu, nômades digitais minimalistas
Casal Partiu, primeiro casal de Nômades Digitais do Brasil

Comece a sua história!

Agora você já sabe quais são os primeiros passos para virar nômade digital e conhecer o mundo. 

Além de desenvolver uma atividade remota que possa ser realizada remotamente, é preciso ir se livrando das “âncoras” que estão impedindo você de simplesmente partir para onde bem entender.

Como vimos ao longo deste artigo, boa parte dessas âncoras são as coisas que compramos ao longo da vida. 

Que tal pegar um atalho recebendo orientação de quem já passou por tudo isso e sabe como fazer?

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

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Quanto custa ser nômade digital? 21 Sep 2020 5:09 AM (4 years ago)

O que é mais caro: morar numa grande cidade brasileira ou viver viajando por vários países? A resposta é uma surpresa. Descubra neste artigo, quanto custa ser um Nômade Digital.

Virar nômade digital é o sonho de muita gente. Trata-se da prática de morar em diferentes países enquanto se exerce uma atividade profissional online.

O que pode ser melhor do que viver viajando?

Para a maioria das pessoas, no entanto, a possibilidade de conhecer dezenas de países ao longo da vida parece ser um projeto muito difícil de realizar. 

Quem tem um emprego convencional precisa trabalhar um ano inteiro para ter a oportunidade de fazer uma viagem internacional. E só consegue viajar caso consiga economizar um bom dinheiro – o que não é fácil no Brasil, país em que o custo de vida é altíssimo e os salários nem tanto.

Saiba quanto custa ser nômade digital no artigo do Blog Casal Partiu
Vinicius Teles e Patrícia Figueira são o Casal Partiu.

Planejamento é o segredo do Nômade Digital

Por que viajar sai tão caro?

Simples. Porque as viagens de férias representam custos extras para quem tem moradia fixa. Enquanto a pessoa está viajando, as contas continuam chegando – aluguel, condomínio, impostos, plano de saúde, escola das crianças.

Além do mais, quem esperou o ano inteirinho pelas férias faz questão de desfrutar ao máximo da experiência. Escolhe bons hotéis, restaurantes dignos de fotos no Instagram, passeios badalados.

Não é à toa que um mês de férias costuma provocar rombos no orçamento. Por essa mesma lógica, passar o tempo todo viajando custaria uma fortuna, certo? Os nômades digitais têm que ser ricos, só pode ser. 

Errado! Com um bom planejamento, viajar pelo mundo pode ser mais barato do que manter uma casa ou um apartamento numa grande cidade brasileira.

Vamos entender como isso é possível?

Chega de boletos!

Comece colocando no papel todos os custos fixos que você tem. Prestação da casa própria, aluguel, condomínio, IPTU, energia elétrica, água, gás, telefone, internet, faxina, parcela do carro, plano de saúde, escola particular, mensalidade do clube, tudo. 

Agora faça a soma. Quanto você deixaria de gastar por mês se não tivesse essas despesas fixas?  

Em seguida, imagine que você vai se desfazer do seu patrimônio. Vender a casa ou o apartamento, o carro, os eletrodomésticos, móveis, quadros, objetos de decoração, as joias, enfim, tudo que você não consegue sair carregando por aí. Quanto você arrecadaria com isso?

Pronto, essas duas contas comprovam que você estaria em condições financeiras para iniciar a vida de nômade digital. Teria uma certa reserva de dinheiro, decorrente da venda do patrimônio e de uma eventual poupança, e estaria livre de uma série de contas mensais.

Saiba quanto custa ser nômade digital no artigo do Blog Casal Partiu
Nômades Digitais desde 2010, o Casal Partiu já residiu em 70 países.

Quanto custa ser Nômade Digital?

Ok, mas há ainda outra questão fundamental: quanto eu preciso ganhar todo mês para viver como nômade digital e como vou obter essa renda sem um emprego convencional? 

Comecemos pelo “quanto”.

Com planejamento, o valor necessário para se lançar ao nomadismo pode ser menor do que você gasta com uma vida fixa no Brasil.

Vejamos o exemplo de Patrícia Figueira e Vinícius Teles, que formam o Casal Partiu, pioneiro do nomadismo digital no Brasil. Em dez anos, eles já viveram em mais de 70 países.

Vinícius e Patrícia estabeleceram R$ 6 mil como limite do orçamento mensal que têm à disposição. Escolheram esse valor porque era o que gastavam quando decidiram deixar Niterói (RJ) para percorrer o mundo.

Negociar sempre

O valor é dividido, meio a meio, entre hospedagem e os demais gastos. Assim, eles sabem que precisam ficar em imóveis que custem, no máximo, R$ 3 mil por mês, incluindo todas as despesas relacionadas à estadia – condomínio, gás, energia elétrica, água, manutenção de eletrodomésticos etc.

O casal utiliza a plataforma de aluguéis Airbnb para encontrar imóveis dentro do que o orçamento permite.

Vinícius e Patrícia sempre abrem negociação com os proprietários e conseguem descontos que chegam a 50%, ou até passam desse patamar.

É uma negociação facilitada pelo fato de que o tempo de permanência do casal em cada país costuma ser, em média, de três meses – limite padrão do visto de turismo. Em alguns países, pode chegar a um ano.

Para os proprietários, a perspectiva de ter alguém por um longo prazo é atraente e justifica bons descontos. Ainda mais agora, que o Casal Partiu já passou pelos destinos com perfil mais turístico e está percorrendo países menos óbvios, com menor demanda pelos imóveis.

Saiba quanto custa ser nômade digital no artigo do Blog Casal Partiu
Pati, encantanda em um dos lindos apartamentos decorados que já residiram pelo mundo.

Menos consumo

No planejamento do Casal Partiu, os outros R$ 3 mil devem ser suficientes para todas as demais despesas, incluindo as passagens.

Patrícia e Vinícius estão sempre em busca de boas oportunidades de voos. Assim, o casal vive em constante planejamento da sequência da viagem iniciada há mais de uma década. 

“Pode acreditar que o nosso orçamento é suficiente para uma vida confortável e realizadora. Quando a gente viaja pelo mundo, as experiências valem muito mais do que o consumo”, diz Patrícia.

Ao contrário do que ocorre com turistas convencionais, os nômades digitais não precisam ir o tempo todo a restaurantes, um gasto considerável das viagens de férias. Eles aprendem a explorar a cidade para desfrutar de alternativas baratas ou gratuitas de cultura e lazer. Podem ter uma vida extremamente interessante, com orçamento controlado.

Os nômades digitais se livram, também, da cultura de ostentação que existe no Brasil. Roupas caras, celulares do último modelo, carros luxuosos e joias deixam de ser essenciais para impressionar e assegurar um lugar na sociedade. 

Para manter esse estilo de vida insatisfatório, as pessoas acabam consumindo muito mais que o necessário.

“No exterior, vivendo de um trabalho online, você pode usar roupas simples e repetir as mesmas roupas. Ninguém está ligando”, observa Vinícius.

Saiba quanto custa ser nômade digital no artigo do Blog Casal Partiu
Vivi, desfrutando de um café em uma cozinha de um apartamento alugado pelo Airbnb.

Custo Brasil

Ter R$ 3 mil para viver durante um mês pode parecer pouco para os brasileiros porque vivemos influenciados por uma referência deturpada, o Custo Brasil.

Quem vive no país é obrigado a pagar duplamente por uma série de serviços.

Temos impostos embutidos em tudo o que compramos, mas o retorno é insatisfatório. Precisamos pagar de novo para ter mais qualidade em saúde e em educação.

Há também um aumento nos custos por conta da violência.

Condomínios são transformados em verdadeiras fortalezas, com amplas estruturas de lazer que buscam compensar a dificuldade de acesso a lugares públicos seguros.

No Brasil, é frequente a taxa de condomínio passar de R$ 1.000 por mês.

Para efeito de comparação: em Sófia, capital da Bulgária, o Casal Partiu pagou, como taxa mensal de condomínio, apenas 5 euros, valor equivalente a R$ 30.

Outra necessidade do Brasil é ter carro. No exterior, os sistemas de transporte público são, em geral, muitos mais seguros e eficientes. Pode-se recorrer também ao Uber e outros serviços semelhantes.

Educação e saúde

E quem tem filhos, pode virar nômade digital?

Sim, é claro! O planejamento precisa ser um pouco mais detalhado e cuidadoso, mas é perfeitamente possível se lançar ao nomadismo com crianças e adolescentes.

O home schooling, prática em que o ensino fica sob a responsabilidade dos próprios responsáveis, é comum em várias partes do mundo. Há cursos e amplo material de apoio, com custos que chegam a ser dez vezes menores que os das mensalidades em escolas privadas no Brasil.

E os cuidados com a saúde, como ficam?

O seguro-viagem cobre eventuais acidentes e outros problemas. “Além do mais, os sistemas públicos dos outros países costumam ser muito melhores que os do Brasil”, compara Vinícius. 

O valor altíssimo que deixa de ser pago por um plano de saúde no Brasil pode ser convertido numa poupança para emergências de saúde.

Dê o primeiro passo para ser um Nômade Digital!

A esta altura, você provavelmente já se convenceu de que, sim, é possível viver viajando pelo mundo gastando menos do que morando numa grande cidade brasileira.

O segredo é definir um plano e iniciar o quanto antes os passos da transição para uma atividade profissional que possa ser realizada à distância. 

O mundo digital oferece uma infinidade de possibilidades. Você pode aproveitar a bagagem profissional que já carrega para encontrar esse caminho.

Que tal pegar um atalho recebendo orientação de quem já passou por tudo isso e sabe como fazer?

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

livro - nômade digital

O post Quanto custa ser nômade digital? apareceu primeiro em Casal Partiu.

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Como ser nômade digital? 9 Sep 2020 5:49 AM (4 years ago)

Quer ser nômade digital, mas não sabe por onde começar. Este artigo vai te ajudar a dar os primeiros passos.

Tornar-se nômade digital é o sonho de muita gente. Um sonho que pode parecer distante, mas está ao alcance de todos que se propõem a criar um plano e cumprir as etapas definidas.

Em primeiro lugar, é preciso entender o conceito de nomadismo digital. Trata-se da prática de morar em diferentes lugares enquanto se exerce uma atividade profissional online

Uma premissa é que essa atividade possa ser exercida de forma remota, onde quer que se esteja. É por isso que, para os nômades digitais, o principal requisito ao escolher lugares para ficar é uma boa conexão com a internet. 

Não se trata, portanto, de partir para um “mochilão” pelo mundo, contando com a possibilidade de conseguir empregos temporários locais. O conceito de nomadismo digital se baseia em trabalhos online que possam ser executados de qualquer lugar onde haja acesso à internet.

Casal Partiu, primeiro casal de nômades digitais do Brasil - Artigo sobre como ser nômade digital . Foto em Hvar, Croácia.
Casal Partiu na Ilha de Hvar/Croácia – Nômades Digitais desde 2010

Sempre de olho no próximo destino

Nômades digitais não têm residência fixa, um local para o qual retornam ao final de cada viagem. Como o nome indica, são nômades, pessoas que se movem com regularidade

O tempo máximo que um nômade digital permanece em cada país é definido pelo limite concedido a turistas, que costuma ser de três meses. Em alguns países, no entanto, pode chegar a um ano. 

Enquanto estão vivendo num determinado país, já sabendo o tempo máximo que terão, os nômades precisam planejar e definir o próximo destino. Esse processo de pesquisa faz parte do cotidiano.

Vinicíus Teles do Casal Partiu - artigo do Blog, como ser um nômade digital. Foto em Sveti Stefan, em Montenegro
Vinícius Teles – Nômade Digital em Sveti Stefan/Montenegro

Nomadismo é o contrário de sedentarismo 

O nomadismo é uma prática antiga da humanidade. Até certo momento da evolução humana, o normal era estar constantemente em movimento. 

Isso acontecia com os povos que viviam da coleta de recursos da natureza, da caça ou periodicamente precisavam de novas áreas de pastagens para o gado. 

Com o desenvolvimento da agricultura, vários desses povos nômades passaram a se estabelecer em locais fixos. Esse fenômeno é conhecido nos livros de História como sedentarismo. Sim, o mesmo termo que costumamos usar hoje para quem não pratica atividades físicas.

O termo sedentarismo ganhou uma conotação negativa porque transmite a ideia de acomodação. Já a ideia de estar sempre em movimento, física ou mentalmente, é associada a novas realizações, conquistas e descobertas.

Fusão perfeita entre trabalho e férias

A evolução da tecnologia, a facilidade para viajar e principalmente a criação da internet permitiram o surgimento de um novo tipo de nomadismo, o digital

A diferença em relação aos povos antigos é que os nômades contemporâneos optam por esse estilo de vida. Para nossos antepassados, tratava-se da única opção diante da escassez de recursos para sobrevivência. 

Nômades digitais exercem trabalhos online e aproveitam a liberdade proporcionada por essa condição para viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas. Não precisam esperar as férias para fazer isso.

Vinícius Teles, Artigo Blog, como ser nômade digital em Sighisoara Citadel na Romênia
Vinícius Teles em Sighisoara Citadel/Romênia

Uma surpresa: pode ser mais barato

A primeira dúvida que costuma passar pela cabeça das pessoas que sonham com esse estilo de vida são os custos financeiros para ter uma vida assim.

Talvez esta seja a maior de todas as surpresas: no final das contas, o nomadismo pode ser mais barato do que manter uma residência fixa numa grande cidade brasileira.

Imagine se livrar de todos os gastos envolvidos – aluguel, parcela de financiamento imobiliário, IPTU, condomínio, móveis, eletrodomésticos, manutenção, água, energia elétrica, gás, carro, combustível, impostos diversos. Essa economia contribui para os nômades digitais financiarem suas viagens e estadias pelo mundo.

A experiência que vai sendo acumulada resulta na capacidade para encontrar boas oportunidades de passagens e de hospedagem, utilizando-se em geral plataformas de aluguel como o Airbnb

Viajar se torna parte do cotidiano

Esta é, portanto, a primeira barreira mental que precisa ser quebrada rumo ao sonho de virar nômade digital: a de que viajar é caro. 

As pessoas têm isso em mente porque, quando viajam em férias, somam os custos fixos da vida cotidiana aos gastos da viagem. Em casos assim, viajar de fato representa custos extras e sobrecarrega o orçamento.

Além do mais, as viagens tradicionais de férias costumam incluir pacotes de hospedagem em lugares turísticos, com atividades de lazer e refeições incluídas. Tudo isso deixa a conta mais alta.

No caso dos nômades digitais, a situação é diferente. Os custos não se acumulam. Viajar é a vida normal.

Patricia Figueira do Casal Partiu em uma cozinha de apartamento do Airnbnb. Nômades digitais
Patrícia Figueira

Com planejamento, pode ser para todos

Outra dúvida recorrente é se o nomadismo se adapta a diferentes configurações familiares. Se pode ser igualmente praticado por pessoas sozinhas, por casais e por famílias com filhos.

A experiência tem demonstrado que o nomadismo digital é um estilo de vida que se adapta muito bem ao cotidiano de um casal. 

Lançar-se sozinho à prática é possível, mas demanda cuidados para não se transformar em uma experiência solitária. Com filhos o desafio é maior, porque passa a incluir outros elementos, como home schooling, o ensino em casa. 

Mas esses fatores não são impeditivos, claro. É preciso apenas que o planejamento leve em consideração essas circunstâncias.

Possibilidades ampliadas de trabalho remoto

Chegamos agora à questão mais importante para se tornar nômade digital: a atividade online que será exercida. 

Muitas pessoas já trabalham de forma remota no Brasil. A prática do home office foi impulsionada durante a pandemia de covid-19 – e muita gente gostou da experiência.

As empresas se tornaram mais abertas à possibilidade de trabalhar com profissionais que não estejam presentes fisicamente e cumprem tarefas por demanda. Dessas novas circunstâncias podem surgir muitas oportunidades para quem deseja ser nômade digital.

Outro caminho é o empreendedorismo digital. Hoje é possível tirar proveito do fato de que a economia se tornou global para criar produtos e serviços que podem ser fornecidos de qualquer lugar para qualquer lugar.

Decidir e agir: antídotos contra a frustração

Quem já tem uma atividade que pode ser feita à distância e trabalha em home office está um passo adiante no projeto para se tornar nômade digital. Mas isso não significa que as pessoas que têm um emprego presencial não possam sonhar com esse estilo de vida.

Tudo depende, basicamente, de dois fatores: tomar a decisão e desenvolver um plano. Tornar-se nômade digital não é algo para ser feito da noite para o dia. É preciso definir metas e prazos para cumprir os passos necessários. 

Caso contrário, a vida vai passando e o nomadismo digital se torna um sonho nunca realizado. Ninguém precisa viver essa frustração. Basta começar a agir, desde já!

Orientação segura para planejar a transição

Para te ajudar a criar um plano de transição que faça sentido em seu caso particular, o Casal Partiu criou o Desafio Nômade. É um treinamento online que te dá clareza sobre os passos necessários para se tornar nômade digital. Nele, você descobre inclusive que atividade online seria a mais adequada em seu caso.

Quando você só pesquisa na internet e não conta com orientação especializada, o mais comum é encontrar soluções mágicas e informações superficiais sobre trabalho online que resultam em confusão e angústia

Que tal pegar um atalho seguro? O Desafio Nômade ajuda você a aproveitar os conhecimentos e a bagagem profissional que já carrega. 

É uma espécie de “orientação vocacional” para quem quer iniciar uma carreira online com o objetivo de viabilizar o nomadismo digital.

Chegou a hora de dar o primeiro passo!

Hoje, o Casal Partiu se dedica integralmente à missão de ajudar outras pessoas a realizar o sonho do nomadismo digital.

Eles criaram o livro “Nômade Digital – Trabalhe de qualquer lugar e viaje o quanto quiser” para dar clareza sobre os passos necessários de um plano de transição, inclusive a percepção da atividade online que pode ser desenvolvida.

O livro Nômade Digital traz a experiência de 44 nômades digitais brasileiros, assim como um guia completo mostrando o “como faz” de todos os aspectos deste estilo de vida.

Quem já leu, foi transformado pela experiência, com plena convicção de que o projeto de virar nômade digital pode se tornar realidade.

Se você sonha em se tornar nômade digital e quer dar os primeiros passos, conheça o livro Nômade Digital clicando aqui

livro - nômade digital

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